Varejo sente efeito da crise, mas encontra condições favoráveis para alugar. Artigo para o portal AeCweb

Publicação 2.2.2016

Com estímulos do governo, comércio será capaz de atravessar a atual situação econômica e se reinventar. Cinquenta novos empreendimentos estão em fase de desenvolvimento


Redação AECweb / e-Construmarket
 

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Grandes redes decidem fechar alguns pontos que ocupavam para cortar gastos (CRM/shutterstock.com)


O momento de instabilidade econômica no país vem causando interessante movimento no mercado de estabelecimentos comerciais. Enquanto grandes redes decidem fechar alguns pontos que ocupavam para cortar gastos, companhias de menor porte que estão conseguindo manter boa performance investem na abertura de novas lojas, em espaços comerciais valorizados, graças às condições favoráveis na negociação dos aluguéis.

“Com a grande quantidade de pontos sendo fechados, é sensível a retração no mercado de projetos e construções. Mas ainda há atividade e muitas possibilidades de negócio, pois os varejistas devem se reinventar para atravessar este período”, avalia o arquiteto Flávio Radamarker, sócio-diretor da Arquitetar – Arquitetura de Varejo.
 

"Com a grande quantidade de pontos sendo fechados, é sensível a retração no mercado de projetos e construções. Mas ainda há atividade e muitas possibilidades de negócio, pois os varejistas devem se reinventar para atravessar este período"

Flávio Radamarker


NOVOS EMPREENDIMENTOS

Estudo elaborado pela Rede de Obras, ferramenta de pesquisa da e-Construmarket, indica que, atualmente, o Brasil tem 58 novos empreendimentos comerciais, dos quais oito estão em construção e os outros 50 em fase de desenvolvimento, totalizando investimentos de US$ 510,730 milhões. O levantamento aponta, ainda, que, do total de obras, 41 estão em estudo, oito suspensas, seis em licenciamento ambiental, duas em planejamento e uma em projeto.

Segundo Radamarker, com a recuperação da economia, haverá uma demanda de ocupação e renovação desses espaços. Para o próximo ano, as perspectivas e planejamento de abertura de redes e franquias estão sendo revistas e devem ocorrer em menor velocidade.

“É preciso se adaptar ao cenário atual, acompanhando a reinvenção dos modelos de operação do varejo. É necessário, ainda, estar preparado para o próximo ciclo de crescimento, que, esperamos, não demore muito a chegar, seja com novas abordagens econômicas, seja com novo cenário político nacional. O governo precisa ter abordagens diferentes para o segmento de varejo e serviços, com nova política tributária e incentivos para aquecimento do setor”, afirma.


ARQUITETURA COMERCIAL

O projeto de um empreendimento comercial deve, antes de tudo, atender a um planejamento estratégico. “É preciso ter bem claro qual o perfil do empreendimento, que pode ser desde a expansão de uma rede existente até um novo negócio unitário ou um novo formato de negócio já em operação”, explica Radamarker.

Arquitetos especializados neste tipo de projeto usam essas informações para desenvolver o programa de necessidades e traçar como os objetivos serão atingidos. “Em projetos comerciais o resultado é determinante. As questões estéticas são também consideradas, claro, mas o resultado comercial é atingido através da sinergia entre todas as disciplinas, das quais a arquitetura comercial vai se valer para produzir lojas e espaços encantadores e vendedores”, complementa.
 

"O governo precisa ter abordagens diferentes para o segmento de varejo e serviços, com nova política tributária e incentivos para aquecimento do setor"

Flávio Radamarker


No processo de criação do projeto, reuniões de briefing realizadas entre o arquiteto e a empresa que ocupará o espaço são fundamentais. Esses encontros são oportunidades valiosas de imersão no universo do cliente, de forma que ele apresente planos de negócio e todo o conteúdo de marketing que servirá de base para o trabalho da equipe de arquitetura. Depois de iniciado o processo, a cada fase devem ser feitas novas reuniões, nas quais são analisadas coerência e consistência do projeto.

Inúmeras variáveis podem influenciar o cronograma de um projeto, como tamanho físico, complexidade, nível de detalhamento exigido, entre outros. Mesmo assim, grande parte dos cronogramas é baseada nos contratos de locação dos espaços comerciais. Em muitos casos, existe carência na cobrança dos aluguéis e condomínios quando as lojas entram em obra, mas esse tempo é limitado. “Ultimamente, o prazo dedicado ao projeto e planejamento da obra tem sido cada vez mais corrido, exigindo dos profissionais envolvidos uma atuação cada vez mais dinâmica”, finaliza Radamarker.

 

Colaboração técnica

Flávio Radamarker – Arquiteto e Urbanista pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com MBA em Marketing pela Fundação Getúlio Vergas (FGV) e extensão em Marketing de Varejo pela Youngstown State University – Ohio | PROVAR-FIA. É sócio-diretor da Arquitetar – Arquitetura de Varejo. Associado ao RDI – Retail Design Institute



Fonte: http://www.aecweb.com.br/cont/m/rdo/varejo-sente-efeito-da-crise-mas-encontra-condicoes-favoraveis-para-alugar_12793


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